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Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC O governo Trump afirmou nesta quarta-feira (1°) que o Primeiro Comando ...

Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro
Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro (Foto: Reprodução)

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC O governo Trump afirmou nesta quarta-feira (1°) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) utiliza o sistema financeiro dos Estados Unidos para lavar dinheiro. A declaração está no comunicado do Departamento do Tesouro norte-americano sobre as sanções aplicadas contra dois brasileiros e três empresas baseadas no Brasil. O comunicado afirma ainda que o PCC tem operações na Flórida, que vão da lavagem de dinheiro à distribuição de drogas, e que a facção representa uma ameaça aos Estados Unidos. "O PCC é agora a maior organização criminosa transnacional (TCO, na sigla em inglês) do Hemisfério Ocidental", afirma o documento. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um dos alvos das sanções aplicadas hoje é Victor Henrique de Oliveira Shimada, acusado de ser o principal elo entre o PCC e os traficantes de drogas internacionais. Segundo o Tesouro dos EUA, a partir de São Paulo, Shimada e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em fundos ilícitos gerados em várias cidades dos Estados Unidos e arredores, utilizando criptomoedas para transferir os recursos de volta ao Brasil. A nota ressalta ainda que o PCC é considerado uma das maiores organizações criminosas transnacionais, com atuação em países como Japão, Turquia, e Reino Unido. "Redes como a que foi alvo da ação atuam no tráfico de drogas, no contrabando de grandes quantias de dinheiro em espécie para cartéis e em outras atividades ilícitas destinadas a gerar receitas para o PCC", consta no documento. 👉 Em 29 de maio, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação, que passou a valer em 5 de junho, abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional . A operação é coordenada pela Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF, da sigla em inglês), com participação do escritório do FBI em Miami e da Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), além do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Operação internacional Segundo o comunicado, a rede de ocultação de bens ilícitos operava a partir de dois centros, a Flórida e São Paulo. Uma empresa ligada a Shimada foi usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária. A outra brasileira sancionada, Stella Stefanie de Oliveira, é apontada como parente e colaboradora de Shimada. Ela teria auxiliado na logística da operação e intermediado a movimentação de grandes quantias em dinheiro. Leia também O que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado do clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. Esta é a terceira ação do OFAC contra o PCC. A facção foi sancionada pela primeira vez em 2021 por envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Em 2024, o órgão também puniu Diego Macedo Gonçalves do Carmo, acusado de lavar dinheiro para a organização criminosa. Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026. Reuters/Evelyn Hockstein

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